Preço da gasolina: a estória que sua mãe não contou

Nas últimas semanas, tenho recebido vários e-mails e tweets sobre um boicote aos postos BR, na tentativa de abaixar o preço dos combustíveis. Venho aqui dar alguns pitacos contra a desinformação, na esperança de ser ouvido e replicado.

Em linhas gerais, a famigerada campanha propõe o seguinte: boicotando os postos Petrobras, as outras bandeiras (Shell, Texaco, Ipiranga, etc) vão competir entre si pelo menor preço, e a estatal vai ser forçada a baixar os preços dela.

Isso é mentira

Todos sabem, ou deveriam saber, que a Petrobras abastece todos os postos de todas as bandeiras do Brasil, não importa se é Shell, Texaco, Ipiranga, Petromega, Total, Setta, Federal Petróleo, ou o escambau. Deixar de abastecer nos postos BR só vai mudar o local por onde entra o dinheiro que a Petrobras ganha - mas ela não vai deixar de ganhá-lo. É como você deixar de receber o seu salário pela conta bancária e passar a receber em cheque.

Outra coisa. Como tudo o mais neste país, o combustível é caro por causa dos tributos. Sim, meus amigos, a Petrobras também paga tributos ao governo. Você achava que não? Lamento por você. A Petrobras não é um órgão público, mas uma sociedade de economia mista com capital público predominante. Ela é uma empresa, uma entidade que exerce atividade econômica, e por isso deve pagar impostos e taxas aos governos federal (p. ex. IRPJ), e estaduais (ICMS, IPVA) e municipais  (ISS, IPTU) nas regiões onde ela atua, como todas as outras empresas.

Por fim, particularmente no que concerne o preço do álcool, nesta época do ano é a entressafra da cana-de-açúcar. O que quer dizer que há uma escassez na matéria-prima, ocasionando assim uma elevação no preço do produto final. Qualquer pessoa com uma noção elementar de economia sabe disso. E, como a gasolina ofertada nos postos tem uma certa porcentagem de álcool na mistura, é fácil concluir que se o álcool aumenta a gasolina também fica mais cara. Bingo.

Contra a desinformação, eu sugiro ler umas verdades aqui: http://blogspetrobras.com.br/fatosedados

Professor: uma espécie em extinção.


PROFESSOR – UMA ESPÉCIE EM EXTINÇÃO

Por Verônica Dutenkefer (20/06/2009)

Esse texto que escrevo precisamente agora é mais um desabafo.
Desabafo de uma profissional que está lecionando há mais de 22 anos e que não sabe se sobreviverá por mais dez anos, que é o tempo que ainda precisará trabalhar (por mais que ame muito o que faz).

Trago comigo muitas perguntas que não querem calar. E talvez a mais inquietante seja: O que será necessário acontecer para se fazer uma reforma educacional neste país????

Constantemente, ouço ou leio reportagens com as autoridades educacionais proclamarem a má formação de seus professores. Culpando as universidades, a falta de cursos de formação e culpando-nos, evidentemente.

Questionamentos:

Como um professor de escola pública pode fazer o seu trabalho se ele precisa ficar constantemente parando sua aula para separar a briga entre os alunos, socorrer seu aluno que foi ferido por outro aluno, planejar várias aulas para se trabalhar os bons hábitos, na tentativa vã de se formar cidadãos mais conscientes e de melhor caráter?

Nos cursos de formação nos é passado constantemente a recusa de um programa tradicional e conteudista, mas nossas avaliações de desempenho das escolas, nossos vestibulares e concursos públicos ainda são tradicionais e nos cobram o conteúdo de cada disciplina.


Como pode num país, num estado, num município, haver regras tão diferentes entre a rede particular e pública?

Na rede particular as escolas continuam conteudistas, há a seriação com reprovação, a escola pode suspender ou até mesmo expulsar um aluno que não esteja respeitando as regras daquela instituição.


A rede pública vive mudando o enfoque pedagógico (de acordo com o partido que ganhou as eleições), é cobrado cada vez menos do aluno, não se pode fazer absolutamente nada com um aluno indisciplinado que até mesmo coloca em risco a segurança de outros alunos e funcionários daquela instituição.

Dia a dia… minuto a minuto… os professores são alvos de agressões verbais e até mesmo físicas pelos alunos. A cada dia somos submetidos a níveis de stress insuportáveis para um ser humano. Temos que dar conta do conteúdo a ser ensinado + sermos responsáveis pela segurança física de nossos alunos + sermos médicos + enfermeiros + psicólogos + assistentes sociais + dentistas + psiquiatras + mãe + pai ……

E, quando ameaçados de morte, se recorremos a uma delegacia pra fazer um boletim de ocorrência ouvimos: “Isto não vai adiantar nada!”.

Meus bons alunos presenciam o mau aluno fazendo tudo o que não pode ser feito e não acontecendo nada com ele. É o exemplo da impunidade desde a infância..

Meus bons alunos presenciam que o aluno que não fez absolutamente nada durante o ano, passou de ano como ele, que se esforçou e foi responsável.

Houve um ano que eu tinha um aluno que era muito bom. E ele começou a faltar muito e ir mal na escola. Os colegas diziam que ele ficava empinando pipa ao invés de ir pra escola. Um dia, tive uma conversa com ele, e perguntei o que estava acontecendo? E ele me disse: “Prá que eu vou vir prá escola se eu vou passar de ano mesmo assim?”

Então eu procurei aconselhar (como faço com meus alunos até hoje) que ele devia frequentar a escola, não para tirar notas boas nas provas ou passar de ano. Ele deveria vir à escola para aumentar seu conhecimento que é o único bem que ninguém poderá roubar.Que a escola iria ajudá-lo a aprender e trocar conhecimentos com os outros e ajudá-lo a dar uma melhor formação na vida..

Depois dessa conversa ele não faltou mais tanto… mas nunca mais voltou a ser o excelente aluno que era.
Qual a motivação de ser bom aluno hoje em dia?

Seus ídolos são jogadores de futebol que não falam o português corretamente e que não hesitam em agredir seus colegas jogadores e até mesmo os árbitros. Ensinando que não é necessário haver respeito às autoridades e aos outros. Ou, são dançarinas que mostram seu corpo rebolando na televisão e pousando nuas para ganhar dinheiro.

Para quê eu me matar de estudar se há tantas profissões que não são valorizados e nem respeitadas? ??

Conheci (e ainda conheço e convivo) ao longo de minha carreira na escola pública, inúmeros profissionais maravilhosos. Pessoas que amam a sua profissão, que se preocupam com seus alunos, que fazem trabalhos excepcionais. Que possuem um conhecimento e formação excelentes, mas que estão desgastados e quase arrasados diante da atual situação educacional.

Li há poucos dias, num artigo que os cursos de filosofia, matemática, química, biologia e outros todos ligados à área de magistério não estão tendo procura nas universidades.

Lógico!!!!!Quem é que quer ser professor??? ??????

Quem é que quer entrar numa carreira que está sendo extinta, não só pela total desvalorização e respeito, mas também pela falta de segurança que estamos enfrentando nas escolas?

Fiquei indignada com uma reportagem na TV (que, aliás, adora fazer reportagens sensacionalistas colocando o professor sempre como vilão da história) em que relatava que numa escola um aluno ameaçava os outros com um revólver e, num determinado momento, o repórter perguntou: “Onde estava o professor que não viu isso??!!”

E agora eu pergunto: “O que se espera de um professor (ou de qualquer ser humano), que se faça com uma arma apontada pra você ou pra outro ser humano??? Ah…já sei…o professor deveria enfrentar as balas do revólver!!!! Claro!!! As universidades e os cursos de aperfeiçoamento de professores não estão nos ensinando isso..

Vocês têm conhecimento de como os professores de nosso país estão adoecendo??? ?
Vocês sabem o que é enfrentar o stress que a violência moral e física tem nos submetido dia a dia?
Você sabe o que é ouvir de um pai frases assim:


“Meu filho mentiu, mas ele é apenas uma criança!”
“Eu não sei mais o que fazer com o meu filho!”
“Você está passando muita lição para meu filho, e ele é apenas uma criança!”
“Ele agrediu o coleguinha, mas não foi ele quem começou.”
“Meu filho destruiu a escola, mas não fez isso sozinho!”


Classes super lotadas, falta de material pedagógico, espaço físico destruído, violência, desperdício de merenda, desperdício de material escolar que eles recebem e, muitas vezes, não valorizam (afinal eles não precisam fazer absolutamente nada para merecê-los), brigas por causa do “Leve-leite” (o aluno não pode faltar muito, não por que isso prejudica sua aprendizagem, mas porque senão ele não leva o leite.)

Regras educacionais dissonantes de acordo com a classe social dos alunos.

Impunidade.

Mas a educação não vai bem, por causa do professor..


Encerro esse desabafo com essa pergunta que li há poucos dias. A pergunta foi a vencedora em um congresso sobre vida sustentável.


“Todo mundo ‘pensando’ em deixar um planeta melhor para nossos filhos… Quando é que ‘pensarão’ em deixar filhos melhores para o nosso planeta?”

O BOM NESTE PAÍS É SER POLÍTICO. APOSENTA-SE COM 8 ANOS DE “TRABALHO (?) “, E QUE SALÁRIO!!! (sem contar que não precisa grande formação acadêmica pra isto, infelizmente).

Filme: Alta Velocidade (Driven)

Agora que Mercenários está estreando no Brasil, tenho ouvido toda sorte de críticas a Sylvester Stallone por suas declarações infelizes acerca do nosso país. Mas não vou me alongar sobre isso hoje. O que eu queria dizer é que estou muito curioso pelo filme "Alta Velocidade (Driven)", escrito e estrelado pelo dito-cujo.

A estória: Jimmy Blye (Kip Pardue) é um talentoso piloto novato na Fórmula Indy que vem perdendo o foco de sua carreira e, com isso, acumulando derrotas nas pistas e sendo cada vez mais pressionado por seu ambicioso irmão. Até que Carl Henry (Burt Reynolds), o dono de uma escuderia, resolve ajudá-lo contratando Joe Tanto (Sylvester Stallone), um veterano piloto que sofreu um grave acidente no passado, que quase o matou e também a outro piloto. Mas, para ajudar Blye, Tanto terá que superar seu próprio passado e lidar ainda com Cathy (Gina Gershom), sua ex-esposa, que agora está casada com seu principal rival nas pistas, Memo Moreno (Cristián de la Fuente).

O de sempre, né? Por que os homens brigam entre si? Três motivos apenas: carro, dinheiro e mulher. Ouvi muitas críticas sobre interpretações toscas e carros explodindo sem nenhum motivo aparente.

Quem quiser me dar ele no natal, estou aceitando viu!

Descobri que sou minoria.

"Ainda não entendi. Todas as minorias se laudam, se proclamam, se defendem, se orgulham. As mulheres, batendo no peito (nos seios), são feministas, os negros dizem, em português claro, que "Black is beautiful" e os homo se colorem e se alegram de serem chamados gays.

E nós, minoria máscula em visível extinção, por que somos tão atacados por sermos machistas?"

(Millôr Fernandes)

Desligando o modo irônico, não deixo de encontrar um fundo de razão por ali. Afinal...

Se digo que sou branco com ascendência europeia, sou "preconceituoso!"
Se digo que sou heterossexual, sou "quadrado!"
Casado, "antiquado!" ou até "louco!"
Trabalhador e pagador de impostos, "otário!"
Se falo corretamente o português, "pedante!"

Percebo que estou fora do padrão. Então eu realmente faço parte de uma minoria. Acho que vou criar uma OnG para defender os meus direitos.

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O sofá do PH

Aqui será o nosso lugar de relaxar. De olhar o tempo, ler jornal, botar os pés para cima. Um cantinho público porém intimista, descontraído sem perder a serenidade, e sensível sem perder a virilidade.

A única coisa que meu sofá não vai fazer é teste do sofá.

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Estudante, petroleiro, marido apaixonado, músico, escritor. Fanático por automobilismo e miniaturas.
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